Em conversa com um amigo meu, tive o prazer de lê-lo dizer que iria fazer uma das receitas presentes neste livro. Quando leu nos ingredientes “1 colher de sopa de fermento” ardeu em ódio ao mencionar que era péssimo em medidas, principalmente aquelas usadas na arte da culinária. Logo, resolvi escrever uma lição baseada nisso:

“1 colher de cafezinho é diferente de 1 colher de sobremesa que é diferente de 1 colher de sopa”.

Lógico, senão elas não teriam nomenclaturas diferentes!

A colher de cafézinho é aquela menor, bem pequenininha, que é até difícil de segurar. É bastante utilizada ao se tomar café preto nas xícaras de cafezinho (outra nomenclatura óbvia).

Você já deve ter notado que há xícaras também de tamanhos diferentes: a pequena, a média (oficial) e a corinthiana, digo, argentina… A pequena é para café preto; a média é aquela usada oficialmente em receitas culinárias que dizem “1 xícara”; e a grande é para aqueles que têm preguiça de fazer mais de um café por refeição. Difícil? Não. Voltemos às colheres.

A colher de sobremesa, é aquela em que usualmente fazemos Nescau®, já que o tamanho e a curvatura auxiliam tanto na raspada final do Nescau® que ficou no fundo do copo, quanto na inserção da colher à boca.

Já a colher de sopa é aquela maior, na qual tomam-se sopas! Eu habitualmente utilizo a colher de sobremesa para tomar sopa. Explico o porquê: pega-se menos sopa, dá-se o assoprão usual de mesma intensidade no caso de usar a colher de sopa, logo, o processo de esfriamento dá-se de forma mais ágil.

Outra medida digna de ser mencionada é a “pitada”. Como medir uma pitada de tal coisa, sendo que mãos diferentes têm tamanhos de dedos diferentes e conseqüentemente pitadas diferentes? Não é a toa que “cozinheiros de mão cheia” têm a mão pequena. É mais fácil consertar a falta de sal, por exemplo, do que o excesso. Logo, é só adicionar mais do que uma pitada.

Além da pitada, reservo-me no direito de explicar o que é a “esfirinfada” e a diferença entre essas duas medidas. Pitada reserva-se somente para sólidos (sal, açúcar, etc.) e esfirinfada para líquidos, como é o caso do vinagre. A esfirinfada também varia de cozinha para cozinha, apesar de que esta, por sua vez, depende tão somente da abertura do recipiente o qual utilizaremos para esfirinfar.

Com essa pequena lição, espero ter esclarecido muitas dúvidas daqueles que estão pela primeira vez encarando a cozinha. Deixo o canal aberto à duvidas que se façam presentes e, no caso de achar conveniente atualizar esta lição, farei-a assim que possível.

Boa Sexta-Feira para todos!